segunda-feira, 28 de outubro de 2013

FELICIDADE


O futuro a Deus pertence, não sabemos o que está reservado, mas com certeza a felicidade está sempre teimosamente batendo em nossa porta, basta um singelo movimento de braços e mãos para girar a maçaneta e atendê-la com um belo sorriso estampado no rosto.

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

domingo, 27 de outubro de 2013

DIÁLOGO!



André: Ai, machuquei minha mão!!
Eu: Onde, filho?!
André: Naquela árvore que eu estava subindo lá no parque. Dá um beijinho? Beijinhos de mãe sempre saram...

Ownnnnn

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

sábado, 26 de outubro de 2013

PALAVRAS



Tem coisas que não são ditas com palavras, mas com o coração.
Tem pessoas que despertam sentimentos bons e fazem brotar paz dentro de nós.
Essas pessoas iluminadas conseguem nos mover a sentirmos a pureza e a beleza na vida.

foto: coletada da internet (desconheço a autoria)

É ISSO AÍ...



Nada como um dia após o outro para entendermos a nós mesmos e nos reerguermos. Amigos e parentes sempre ajudam, mas se não encontrarmos forças dentro de nós e nos conscientizarmos de que temos o poder para mudarmos nossa história, de nada vale o esforço de quem amamos na jornada de nossa vida. A mudança vem de dentro para fora e tenha a certeza de que Deus nos fortalece, pois “Tudo posso naquele que me fortalece” Filipenses 4.13

foto: coletada da internet (desconheço autoria)



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CARTA AOS FILHOS

Ser pai e mãe não é uma tarefa das mais fáceis.

Quando optamos por ter filhos, infelizmente não podemos consultá-los se eles querem que entremos em suas vidas. Deus nos abençoa com os filhos de maneira tão divina que deixamos de pensar em nós mesmos para ajudar a construir o caráter desses pequenos, destinando a eles o que temos de melhor, e não falo financeiramente, falo de valores emocionais, sociais e espirituais que são os mais importantes que qualquer outra coisa.

E eles vêm, sem manual de instruções. Com suas características, com suas personalidades, com suas crises e vamos com o tempo aconselhando, sugerindo caminhos na tentativa de diminuirmos possíveis sofrimentos com decepções, sabendo que tudo isso faz parte da formação do caráter do ser humano.

Por eles abdicamos muitas coisas. Até da própria felicidade, pois creio que só conseguimos ser plenamente felizes se nossos filhos também forem.

Os carregamos no colo, amamentamos, trocamos suas fraldas, ensinamos comer, andar, nadar, pedalar, damos banho, cortamos suas unhas, penteamos seus cabelos, vestimos, levamos para a escola, participamos de reuniões escolares, deixamos de dormir por causa de uma febre que não queria ceder, apoiamos nos estudos, nas brigas, apartamos desavenças entre irmãos, levamos para parques, viagens, cinema, teatro, proporcionamos a melhor formação possível, os colocamos no colo nas crises existenciais, brigas com namorados(as), indecisões sobre qual profissão escolher, qual caminho andar, levamos para fazer vestibular e roemos as unhas junto com eles para saber o resultado, nos alegramos com suas conquistas, rasgamos nosso coração quando eles sofrem, ou seja, vivemos “filhos” 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano por pelo menos uns vinte anos até que finalmente eles criam asas e vão tentar alçar seus próprios voos, mas nem por isso deixamos de ficar atentos.

Na visão de nossos filhos, somos pais heróis e mães heroínas. Eles se esquecem que somos meros mortais. Que ficamos doente, que temos indecisões, que nem sempre temos respostas para todas as questões, que temos problemas tão cabeludos que dá até medo, que ficamos tristes, magoados, deprimidos, que passamos por dificuldades financeiras, que temos vontade de "chutar o balde" e sumir, ir para bem longe, Caicó!!!

E como, muitas vezes, os filhos são cruéis! Mas como diz o velho ditado, as coisas boas que fazemos são rabiscadas, num rascunho bem mal feito, na areia, porém os nossos erros (sim, também erramos) são marcados indelével na rocha!

Mas será que erramos tanto assim?!

Erramos, sim! Erramos por não permitir que nossos filhos vejam nossas dificuldades, percebam nossas fraquezas, fazendo com que não compreendam que não podemos ir ao encontro deles quando eles precisam, por não termos uns míseros R$ 50,00 na carteira e somos condenados para todo o sempre por essa falta. Tudo o que aconteceu lá para trás se apagou. E ainda os ouvimos dizer que nunca os apoiamos.

Depois que os filhos criam asas e vão à busca de suas oportunidades, deixam para trás os pais que deram suporte necessário para esta busca e eles esquecem até de telefonar apenas para dizer que os ama ou para saber como está a vida de seus velhos ou se estão precisando de alguma coisa. Porém, quando se veem frente a algum problema, se precisam de conselhos e orientações ou ajuda para alguma situação pessoal ou profissional, sabem exatamente onde encontrar seus pais, mesmo assim dificilmente ouvem a voz da experiência achando que o conhecimento adquirido pelos percalços da vida e os valores de seus pais estão ultrapassados e eles não sabem de nada. De qualquer maneira, os amamos incondicionalmente, e é um amor que não se consegue explicar.

Filhos, jamais esqueçam que por detrás dos cabelos brancos de seus pais, há sonhos, desejos e muito amor. Muita vida passou por estes seres falíveis, mas que a todo instante se preocuparam com suas vidas e sempre se empenharam para que a felicidade batesse em suas portas e visitasse todas as áreas de suas vidas. Ensinem seus filhos, se os tiverem, o respeito pelos mais velhos e a dar atenção devida a seus pais, dando o exemplo. Se não tiverem filhos, continuem testemunhando o respeito aos mais velhos para que os mais jovens vejam e reconheçam a importância de cuidar e amar seus velhos.

Por ora, minha oração reside no sentido de que Deus esteja abençoando ricamente suas vidas e que os façam pessoas e pais exemplares no caminho da vida de seus filhos e seus jovens.


Escrevi este texto e algum tempo depois vi uma animação linda que ilustra muito bem o que escrevi, até parece que Po Chou Chi e eu trabalhamos juntos. Recomendo que assistam:
http://www.youtube.com/watch?v=JUMmGt1W2xc



foto: desenho de Eduardo Souza Campus
        verifiquem seu trabalho em: www.behance.net/souzacampus

  

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ENCONTROS



Falei da magia do primeiro encontro.
Perguntaram-me como seria o décimo oitavo.
Bem... nem sempre será como o primeiro.
Mas dependendo
Da sintonia,
Da saudade,
Dos quereres,
Todo encontro poderá ser um primeiro encontro.

O suspense passará a ser expectativa.
Mas a magia... esta sempre existirá.
Mentes sintonizadas,
Conversas intensas,
Olhares brilhantes,
Mãos ansiosas,
Corações acelerados.
Que todo encontro seja sempre um primeiro encontro!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PRIMEIRO ENCONTRO



Amanheci querendo dizer tanta coisa.
Falar de toda emoção vivida,
De cada toque sentido,
De cada carinho recebido.

Tudo começou sem compromisso, uma conversa casual.
Palavras proferidas e recebidas
Como efeito de uma explosão estrelar em noite de céu limpo
Com a lua cheia a testemunhar.

A princípio gestos contidos, acanhamento.
Um andar sem jeito, tropeçante,
A espera do toque com o desejo contido
Até que a oportunidade revelasse o melhor momento.

A todo instante mãos vagavam no ar,
Olhos atentos a cada gesto, cada palavra.
A mente tentava concentrar, mas o coração...
Dava para perceber e nem sei como falar.

Parecia palpitar num ritmo descompassado.
O ar faltando, mas o olhar em festa a me ver chegar.
"Aquiete seu coração",
Sussurrei em seu ouvido.

O que era sonho se tornou realidade
O que era evitado foi entregue
Num beijo arrebatador, derrubou minhas muralhas,
E me entreguei no seu abraço.

foto: coletada da internet (desconheço a autoria)


terça-feira, 22 de outubro de 2013

CARÊNCIA

André está crescendo e acho que entrando naquela fase... "aborrescente". Todos os dias me faz as mesmas perguntas:

-"Mãe, quem você mais ama na família? Você me ama?"

A resposta é sempre a mesma. Que eu amo todo mundo da família, mas que quem eu mais amo é a mim mesma, pois somente assim conseguirei dar amor para todo mundo e, claro, que eu o amo incondicionalmente.

Como o questionamento é muito constante eu perguntei a ele por que ele me pergunta isso todos os dias se sabe que a resposta sempre será a mesma. Então, ele me explicou:

-"É que faço tanta c...g...d..."

foto: coletada da internet (desconheço a autoria)


RESPIREMOS ARTE!!


Hoje peguei o CD do Renato Anesi para ouvir. Conheci este compositor e multi instrumentista, creio que em 2004, no Museu da Casa Brasileira em São Paulo, quando morava lá, e me encantei com seu trabalho. Um sujeito alegre, com riso largo e muito otimista que, durante sua apresentação, fazia questão de dizer que gravava seu trabalho através de uma produção independente.

Trabalho de excelente qualidade, de sensibilidade extrema, dedilhando seus instrumentos de forma magnífica, transmitiu à pequena plateia, de no máximo 200 pessoas, serenidade e muita alegria.

Depois da apresentação tivemos alguns minutos de prosa, quando adquiri seu CD e pedi um autógrafo.

Nunca mais o vi, ou ouvi sua música, a não ser pelo único CD que tenho. Hoje, ouvindo, me perguntei o que teria sido da carreira deste músico. Pesquisei seu nome na internet e pouca coisa encontrei, como poucos vídeos no youtube tocando composições de outros artistas, uma breve “biografia” a respeito de seu trabalho (diga-se de passagem músico digno de página no Wikipédia) e uma página no facebook, onde pude verificar que atualmente ele se encontra sediado em Chicago IL, EUA. Ali, naquela página, sim, encontrei alguns vídeos muito legais.

Fiquei aqui pensando, até como uma humilde blogueira. Nossos talentos musicais, literários e dramáticos (a não ser os globais) estão fadados ao ostracismo se não se auto promoverem. Nosso povo não prestigia o que é nosso, ao contrário, banaliza e engole uma cultura chinfrim e fútil, ou se entretém com manifestações artísticas de gosto duvidoso, que tem uns poucos meses de glória e logo cai no esquecimento.

Temos uma cultura musical tão rica e diversa que precisa ser apresentada. Bidê ou Balde, Felipe Cordeiro, Zuza Zapata, Mário Ghanna, o próprio Renato Anesi (velho de estrada) que são os famosos quase desconhecidos, mas com larga qualidade artística que quase não aparecem nas rádios.

Sempre que uma música, um texto, um livro, um poema, uma tela ou qualquer outra forma de arte vem ao meu encontro e acaricia minha alma, trato logo de falar sobre ela, tentando de uma maneira tímida promover aquilo que tocou tanto meu coração.

Faça sua parte, promova a arte manifestada pela escrita, música, desenho e pintura! Arte transmite paz pela sensibilidade, assim quem sabe não construímos um mundo melhor, né mesmo?!


foto: capa do CD Rosa dos Tempos autografada por Renato Anesi
          acervo pessoal




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ANDRÉ, FILHO AMADO!!

Mais de 10 anos se passaram e meu sonho de ter o segundo filho já estava caído no esquecimento, afinal, era o ano de 2002, estava para completar 40 anos e Felipe já tinha lá seus quase 11 anos.

Durante este período eu passei entre em não mais evitar uma segunda gestação do que evitar, mas não engravidava. Foi no início do ano de 2002 que comecei com alguns problemas de ordem ginecológica com muitas dores e sangramento intenso e um pólipo instalado no meu útero. Por recomendações médicas, teria que esperar 3 ciclos para ver se o tal pólipo se desprendia e saía naturalmente e juntamente com esta espera teria que tomar anticoncepcional para equilibrar os hormônios. Após este período realizar um exame de ultrassom para avaliação do quadro.

Na época, em fevereiro de 2002, meu avô, o último dos “velhos” da família (meus pais, avós paternos e avó materna já haviam falecido) aos seus 99 anos, em 10 meses completaria 100 anos, veio a falecer e com a confusão e muita tristeza que me acometia, me esqueci de tomar a medicação indicada e esperei o próximo ciclo para iniciar.

O tempo passou e nada do ciclo iniciar novamente, e eu comecei a sentir dores e um pequeno sangramento acompanhando aquele desconforto todo. Antes mesmo de iniciar o tratamento, temerosa de que pudesse ter algo mais grave, resolvi fazer o exame de ultrassom, pois se algo mais grave estivesse acontecendo, seria a hora de tratar para não perder tempo.

Estava eu deitada na maca de exame e a médica fez as perguntas de praxe, inclusive sobre qual seria o motivo do exame, ao que lhe expliquei e dei todas as informações requeridas. Percebi que ela parou, olhou para a tela, olhou para mim e não sabia muito que dizer. Fiquei preocupada. Aí, ela virou-se para mim com um olhar mais doce que eu já tinha visto e com um sorriso nos lábios  e perguntou-me:

- "Você sabia que está grávida?"

O relógio parou para mim, como se o mundo todo fosse somente aquele momento. Eu não sabia o que dizer, o que fazer, como agir, afinal havia marcado o exame bem cedinho para não atrapalhar minhas atividades profissionais, dali iria direto para o trabalho. Acho que ainda estava meio sonolenta. Saí do laboratório e me dirigi ao meu carro com todos os sentimentos possíveis rondando meu coração e mente. Um misto de felicidade e preocupação, com uma saudade imensa de meus progenitores de quem precisava tanto naquele momento de felicidade até para compartilhar com eles a alegria de uma nova vida chegando.

Que trabalho que nada, dali, voltei para casa e ainda consegui encontrar o pai dos meninos e Felipe em casa. Chamei os dois, que estranharam minha presença ali, pois contavam que eu só os veria à noite. Quando eu dei a feliz notícia da chegada de mais um membro da família, senti em seus semblantes uma ponta de incompreensão ao que estava dizendo, talvez pelo fato de eu estar tão festiva com a novidade. Quando esclareci melhor, o pai ficou estarrecido sem muita ação e Felipe desandou a chorar de emoção, pois sempre quis ter um irmão (não poderia ser uma menina, outra preocupação).

Cuidei daquela gestação com todo carinho do mundo, não muito diferente da primeira, mas esta requereu cuidados dobrados, pois quase perdi o bebê nos três primeiros meses. Até que nasceu André, menino forte, perfeito e lindo!

Foi amado e cuidado por todos nós com toda atenção. Felipe até hoje mais parece um pai que um irmão.

Não fazemos distinção entre filhos, amo os dois com a mesma paixão, mas tenho que admitir que André é um filho além de muito carinhoso, como o irmão, é o meu companheiro de todas as horas. Interessado sempre no meu bem estar, exagera no seu amor.

Hoje, André completa 11 anos de vida, Deu e está dando muito trabalho para fazê-lo entender que não sou somente dele, mas quem recusa tanta dedicação e amor assim vindo de um filho tão carinhoso e companheiro, não é mesmo?!


foto: arquivo pessoal

domingo, 20 de outubro de 2013

FALA SÉRIO...

André é 50 anos mais novo que Ricardo.

Outro dia, estávamos conversando a respeito de uma corrida de Fórmula 1 sobre o Michael Schumacher estar se aposentando.

Ricardo comentou que acreditava que o piloto já esteja com os reflexos comprometidos por não ser mais um garoto e seria prudente parar de correr, pois, hoje em dia, os circuitos, pela engenharia adotada, possibilitam que os carros se tornem mais rápidos, mais velozes.

Eu argumentei que achava que não, mas se devia ao fato de que, com o passar dos anos, as pessoas ficam mais temerosas, mais medrosas.

André, que escutava nossa conversa, exclamou em alto e bom som, concluindo com um ar professoral:

- "Sério?! Então Ricardo deve ter muito medo!!"

Levando-se em conta a distância das gerações, até que tem fundamento...

foto: coletada na internet (desconheço autoria)

sábado, 19 de outubro de 2013

HORMÔNIOS...

Mulher tem umas coisas que os homens não compreendem. Tem aqueles dias em que elas acordam mais irritadas que pode ser por conta de cansaço acumulado ou variação hormonal. Esse efeito hormonal eu expliquei para o André desde cedo para que ele entendesse as mulheres e ele compreendeu bem, pois, mesmo que eu particularmente não sofra muito com isso, é só eu falar para ele “Filho, colabora, hoje eu estou irritada” que ele fica na dele.

Só que para os homens é sempre variação hormonal, e André não foge à regra. Aí, para eles, as mulheres o ano todo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês e 365 dias por ano, estão de TPM.

André é nosso Chef du Cuisine daqui. Adora inventar na cozinha e até faz alguns pratos. Quando bate aquela vontade de comer alguma coisa pede para fazer pipoca. Só que ele não aceita um “não” como resposta e fica insistindo usando de suas artimanhas. Ao invés de pedir para fazer, fica perguntando se não queremos pipoca. Espertinho ele. Semana passada infernizou a vida do Ricardo perguntando se queria o delicioso quitute e ele respondia que não queria, mas que se eu deixasse fazer poderia providenciar a baciada. André me pegou num dia atarefado e para não ficar argumentando que não poderia fazer eu deixei. Aí, dois dias depois quis fazer novamente e usou da mesma estratégia perguntando ao Ricardo se ele queria. Dessa vez o grandão quis. Pronto!! André já tinha arranjado uma excelente argumentação para que eu permitisse. Só que desde manhã ele estava insistindo para fazer pipoca e eu disse a ele que se me pedisse mais uma vez que eu jogaria todo o milho fora. Aí veio ele, na maior cara de pau perguntando pela “enézima” vez:

-“Mãe, o Ricardo quer pipoca, posso fazer?”

Com a paciência esgotada eu virei para ele e disse um sonoro “NÃO!!!”

André abaixou a cabeça, virou as costas e saiu daqui do meu cantinho resmungando baixinho e foi para o seu quarto. Ao passar pela sala todo acabrunhado, Ricardo perguntou o que tinha acontecido. André respondeu:

- “Ela tá com aquele negócio de coisa daqueles dias de que quando dá nela não deixa ninguém fazer coisa nenhuma...”

Mexe com quem tá quieto... mexe!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

VIDA INTENSA


Mais que uma vida intensa é termos a sensibilidade de nos atermos aos acontecimentos que passam em nossas vidas. De uma pequena frase pode surgir uma bela história.

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

SIGNIFICADOS

André tem uma personalidade alegre e criativa, está sempre rindo e falando prá caramba. Junto com essa personalidade veio no pacote uma certa, como direi, forma atrapalhada de ser. É tão atrapalhado que aqui em casa eu o chamo de André Tsunami de Barros. Pisa no meu pé constantemente, quebra louças, vive se machucando (já despencou do trepa-trepa com 4 anos e levou 3 pontos no queixo e já quebrou os dois dentes superiores dianteiro e o nariz).


Outro dia estávamos conversando a respeito do significado dos nomes. Expliquei-lhe que todo nome tem uma origem e um significado. Felipe, por exemplo, vem do grego e quer dizer "aquele que gosta de cavalos". Inês vem do hebraico e quer dizer "a casta", "de coração puro". E André...

-"Já sei... terremoto!!"

E.t. André vem do grego e quer dizer "o corajoso, o viril". Já entendi porque se machuca tanto...

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DESPERTE!

Reflita sobre si mesmo
O que tem percebido?
Alma cansada?
O que tem inibido?

Olhe para fora agora
O que vê, diga sem demora!
Vida intensa?
Ou vontade suspensa?

A vida passa diante dos olhos
Nos enchendo de sobriedade
Quando percebemos estamos velhos
E a criança que fomos, ficou na saudade

Redescubra o viver leve
O gesto simples, o olhar inocente
Viva intensamente, pois tudo é breve
Sem, contudo, ser displicente

É o momento agora
Aviso que revigora
Desperte a criança intensa, alegre e pura
Só assim a vida perdura

foto: coletada da internet (desconheço autoria)



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EXPURGO

André está sempre aprendendo. É interessado e super curioso. Ama conhecer uma palavra nova.

Semana passada eu disse a ele que iria fazer um expurgo em casa. Ele me olhou relutante com uma cara desconfiada achando muito estranha esta palavra que nunca ouvira, e me perguntou o que significava. Expliquei-lhe dizendo que expurgo é, neste caso, se livrar de velharias, jogar o que não interessa fora.

Alguns dias depois ele leu o pensamento que escrevi a respeito do diamante: “Um diamante para obter seu brilho tem que perder um pouco de seu peso ao ser lapidado. Assim são as pessoas. Se não nos despojarmos de conceitos ultrapassados, de valores pequenos e não nos livrarmos do preconceito, jamais conseguiremos brilhar com intensidade!” Mais uma vez palavras estranhas a ele. Então resumi dizendo que para brilharmos precisamos nos livrar dos pensamentos e sentimentos ruins.

André em sua sabedoria concluiu da seguinte maneira:

- Ahh... Então temos que fazer um expurgo na mente e no coração!!

Esse é o meu menino!!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

DEDÃO DO PÉ!!

André entra de cinco em cinco minutos aqui no meu cantinho para dizer alguma coisa.

Estou tentando escrever algo e ele interrompe e, claro lhe dou atenção, mas ainda agorinha eu virei para ele e disse:

- André, por que você não vai fazer alguma coisa? Se ocupe com algo que eu já vou sair daqui.

- O que por exemplo, mãe?

- Sei lá, enfia o dedo no nariz, vai coçar o ouvido, chupar o dedão do pé!!! Alguma coisa que o distraia!!

Ele saiu daqui faz meia hora. Vou lá ver o que tá acontecendo!!!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DIAMANTE


Um diamante para obter seu brilho tem que perder um pouco de seu peso ao ser lapidado. Assim são as pessoas. Se não nos despojarmos de conceitos ultrapassados, de valores pequenos e não nos livrarmos do preconceito, jamais conseguiremos brilhar com intensidade!

foto: coletada da internet (desconheço a autoria)

VINCENT WILLEN VAN GOGH (30/03/1853 - 29/07/1890) - QUARTO EM ARLES

Quarto em Arles (1ª versão)
Vincent Van Gogh
outubro de 1888
óleo em tela
72 cm × 90 cm
Museu Van Gogh, Amsterdã

Gosto muito da obra de Vincent van Gogh, que neste ano completou-se 160 anos de seu nascimento. Eu o considero um gênio da pintura. Para mim, que não sou do ramo da crítica plástica, com seu temperamento sanguíneo e inconstante, transmitiu em sua obra "um quê" de angústia, solidão e melancolia.

Nascido na Holanda em 30 de março de 1853, van Gogh tinha uma irmã e um irmão, Theodorus. Com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade com quem trocou cartas deixando um legado a respeito de sua vida e de seu trabalho.

Vincent van Gogh começou ainda jovem, com quinze anos, a atuar profissionalmente trabalhando como comerciante na cidade de Haia e com vinte anos foi morar em Londres e depois Paris. Interessou-se pelos estudos religiosos e foi para Amsterdã estudar Teologia e mesmo sem terminar os estudos, atuou como pastor na Bélgica, onde elaborou vários desenhos à lápis impressionado pelo trabalho dos pobres mineiros da cidade.

Resolveu voltar para sua cidade e se dedicar à pintura, elaborando uma série de trabalhos com a técnica de jogo de luzes nas obras que retratavam a vida cotidiana dos camponeses e trabalhadores da zona rural da Holanda.

Alguns anos depois voltou a morar em Paris e conheceu alguns pintores impressionistas de quem recebeu enorme influência (Emile Bernard, Toulouse-Lutrec, Paul Gauguin e Edgar Degas).

Pouco tempo depois foi para Arles, sul da França, local bucólico com muitas paisagens rurais, convidando Paul Cauguin que foi o único que aceitou a ideia de fundar um centro de artístico naquela região. Alugou uma casa (A Casa Amarela - título de uma de suas obras) onde retratou seu quarto. Esta foi a fase mais produtiva do pintor. A convivência entre os dois que inicialmente era tranquila, passou a ser conturbada com intensos desentendimentos, fazendo com que Gauguin se decidisse a voltar a Paris, deixando van Gogh só, o qual entrou em depressão com vários ataques de violência pelo seu comportamento agressivo. Numa dessas ocasiões que decepou o lóbulo de sua orelha.

Evidentemente seu estado psicológico materializou-se em sua obra de maneira nítida deixando a técnica de pontilhado passando para as pequenas pinceladas que foram gradativamente abandonadas e substituídas pelas curvas em espiral a medida em que recebeu tratamento quando, no ápice de sua loucura, internou-se numa clínica psiquiátrica.

Deixando a clínica, foi morar em Paris, próximo de seu irmão e do Dr. Paul Gachet, de quem receberia tratamento. Nesta ocasião van Gogh chegou a pintar em média um quadro por dia (hoje toda sua obra conta com mais de quatrocentas telas). Aparentando melhora, foi morar em Auvers-sur-oise a noroeste de Paris onde continua pintando freneticamente. Contudo, não regrediram os sintomas depressivos de van Gogh fazendo com que não resistisse a um ferimento à bala que se desferiu no próprio peito em 27 de julho de 1890, levando-o à morte três dias depois.

Quando vi o quadro Quarto em Arles pela primeira vez, me apaixonei por ele. Comprei até uma reprodução em papel que a guardo com muito carinho.

Admirando e observando esta pintura fui percebendo que nela havia uma coisa que me incomodava. Acabei entendendo que para minha personalidade, o quarto de Van Gogh estava "desalinhado". Não há enquadramento e as paredes estão "fora de esquadro". Não há harmonia nos objetos e, muito embora o quarto tenha aparência organizada, os móveis estão dispostos de forma displicente, o chão parece afundar. Parece, também, que os quadros vão cair da parede.

Quarto em Arles (2ª versão)
Vincent van Gogh 
setembro de 1889
óleo em tela
73 cm x 92 cm
Instituto de Artes de Chicago

Pesquisando a respeito da obra descobri que há mais duas versões desse quadro, sendo que a terceira versão foi feita a pedido de seu irmão em 1889. Esta última não é exatamente igual às duas primeiras. A tela é um pouco menor e percebe-se uma textura mais suave e a tonalidade do quadro é mais azulada. Parece que ele fez uma "reforma" alinhando mais as paredes e uma "faxina" no quarto "limpando" o bolor aparente do chão. Pode ser que ele estivesse querendo "caprichar" para o irmão.

Quarto em Arles (3ª versão)
Vincent van Gogh
setembro de 1889
óleo em tela
56,5 cm x 74 cm
Museu de Orsay

Compare as três versões e veja se Vincent Willen van Gogh foi ou não um gênio da pintura colocando em sua arte sentimentos e óticas diferentes a respeito de um mesmo tema. 

Fica aqui uma homenagem a um pintor que infelizmente foi reconhecido postumamente.

dados históricos pesquisados na internet

domingo, 13 de outubro de 2013

CUIDAR DE SI...


Não importa para onde vá, o que importa é ter para onde ir e principalmente por quem ir.

A princípio por si mesmo. Gostar de si mesmo é fundamental para ser feliz e proporcionar felicidade para outra pessoa. Gostar de si mesmo implica em cuidar de si mesmo. Esse cuidar não diz respeito meramente ao asseio, é muito mais que isso. É se encher de coisas boas. De boas leituras, de boas músicas, de bons amigos, de bons hábitos e, principalmente, de bons pensamentos.

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

sábado, 12 de outubro de 2013

UM SÁBADO ATÍPICO

Começou cedo com preparativos para uma saída que prometia ser longa e divertida.

Mochila arrumada, inclusive do Bóris, lá fomos nos encontrar com amigos queridos que há tempos não víamos.

Do ponto de encontro partimos em caravana para uma chácara aqui mesmo na cidade para uma confraternização do dia das crianças.

Chegando lá uma bela festa preparada para nossas crianças, a nossa prole e aquela que despertamos dentro de nós mesmos.

Alguns momentos de devocional a respeito da história de Samuel que o pastor Sérgio muito pontual nos lembrou que Deus também fala com as crianças e mesmo que estas não compreendam a princípio, o Pai eterno não desiste delas. Samuel, filho de Elcana com Ana que, por não conseguir ter filhos, implorou a Deus que se fosse concedida a graça dela ter um filho que o entregaria à Ele por toda a vida e assim fez quando o menino desmamou. Samuel viveu com o profeta Eli e num determinado dia, enquanto Samuel dormia, ouviu uma voz chamando. Pensou ser o profeta que o chamava, mas este afirmou que não fora ele. Mais uma vez ouviu o chamado o qual Eli negou tê-lo feito. Pela terceira vez Samuel ouviu o chamarem e quando foi até Eli para atender ao terceiro chamado, este o orientou para que ele respondesse: “Fala ó Senhor, que teu servo ouve!” Assim fez Samuel. Deus tinha uma missão para aquele menino e não desistiu dele até que ele compreendesse isso.

Depois da devocional tivemos um momento de “quebra-gelo” com uma divertida brincadeira com as crianças e um delicioso café da manhã.



Conforme a programação, enquanto o almoço estava sendo preparado pelos churrasqueiros e cozinheiras de plantão, usamos o tempo para matar as saudades e nos divertimos com rodas de violão, brincadeiras na piscina, jogos de futebol e eu correndo atrás do Bóris a maior parte do tempo que resolveu explorar aquele universo totalmente desconhecido.



Depois do almoço, toda a turma ficou envolvida com uma programação para lá de infantil com a realização de uma gincana de Caça ao Tesouro, circuito de corrida de saco, ovo na colher, pegar moeda na água e, em seguida, encontrar outra dentro da farinha, terminando com uma disputa de respostas a xaradas com direito a torta na cara do oponente que respondesse errado. Quem não participou das equipes ficou com a galera torcendo.

No final do dia, com todos já exaustos com tantas atividades, participamos de uma mesa prá lá de gostosa com quitutes deliciosos a base de brigadeiros e bolo de chocolate, sabor mais apreciado pelos infantes.

Estava na hora de irmos embora, nos despedimos já com muita saudade daqueles momentos tão gostosos que participamos e com gostinho de quero mais.

Parabéns a todos os participantes, mas principalmente às crianças pelo seu dia especial e agradeço aos organizadores desta confraternização por nos proporcionar momentos divertidos e prazerosos.

“Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se todos fossem irmãos!"                                                   Salmo 133.1

fotos: arquivo pessoal

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CONTANDO HISTÓRIAS

Vi alguns desenhos de árvores e abaixo tinha um texto explicativo dizendo que se tratavam de um teste de personalidade que consistia em escolher uma das árvores e depois ler o que dizia a respeito da personalidade de cada um.

André estava junto comigo, escolheu a árvore dele e li o que dizia. Escolhi, então, a minha árvore e também li o que dizia a respeito da minha personalidade. Dentre as características de divertida, responsável, de confiança e de pensamento rápido, a descrição encerrava com a seguinte frase: “Você sempre tem uma história interessante para contar”, ao que André resumiu com uma única palavra: “Fofoqueira!!”

Não se pode mais ser observadora nesta vida...

foto: coletada da internet (desconheço a autoria)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PRIVACIDADE INFANTIL

A partir do momento em que os pais são os responsáveis legais pelos seus filhos, privacidade é uma palavra que não tem sentido no contexto familiar em relação às crianças. Devemos estar sempre atentos ao que está acontecendo com elas, até nas suas brincadeiras isoladas, sem, contudo, interferir na criatividade, mas conduzir de forma construtiva e livre o universo lúdico dos filhos.

Esses pequenos cidadãos estão em formação, e cabe a nós, pais, participarmos na formação desse caráter, orientando-os e direcionando-os com conselhos e sugestões, educando de forma a fazê-los perceber que, para cada ação haverá sempre uma reação e uma consequência. Não tem como perceber os “desvios” se estes tiverem uma “vida privada”. 



Privacidade é sinônimo de deixar fazer o que bem entendem sem nos envolvermos, darmos “pitacos”. Seria um paradoxo falar em privacidade e depois interferir no mundo virtual dos filhos deletando perfis ou puni-los por algum ato inconsequente.

Privacidade é coisa de gente grande, mesmo assim, tem gente que não sabe lidar muito bem com isso.

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O QUE É ESCREVER?



Ler é viajar sem sair do lugar, é exercitar a imaginação, é entrar num mundo maravilhoso! Escrever é tudo isso também!!


foto: desenho por Inês de Barros
        grafite sobre papel
        setembro/2013

O AMOR ESTÁ NO AR

Tenho contado muitas histórias de André e para o filho nº 1 não ficar enciumado, vou relatar algumas historinhas dele também.

Felipe tinha uns 7 ou 8 anos e apaixonou-se pela Bárbara, uma amiguinha da escola. Era Bárbara prá cá, Bárbara prá lá e um dia, 12 de junho de um ano qualquer, dia dos namorados, eu e Felipe fomos ao shopping e ele me pediu para comprar um presentinho para sua namoradinha.


Tanto fez, tanto pediu e acabei comprando uma lembrancinha que não me lembro do que se tratava. Saindo do shopping, Felipe disse que era para irmos direto para a casa da Bárbara que ele queria dar o presentinho naquele dia mesmo, mas já eram quase 19h e aparecer por lá sem avisar eu achei que iria ficar chato, mas como um típico taurino não quis saber e teimou que deveria ser naquele dia.

Lá fomos nós para a casa da Bárbara sem avisar mesmo. Chegando lá, o pai dela, um sujeito excêntrico todo descabelado, nos recebeu e eu quem tive que dizer a que tínhamos ido para lá. Disse que Felipe gostaria de entregar uma lembrancinha para Bárbara e ele nos fez entrar. Ao chegar à sala, percebi um vulto correndo rumo à parte íntima da casa. O pai de Bárbara nos fez sentar no sofá enquanto sentou-se numa poltrona próxima a nós. E ali ficamos jogando conversa fora à espera da donzela aparecer e Felipe lhe entregar seu presente.

E nada de Bárbara chegar. Felipe que estava comportadinho sentado ao meu lado no sofá, já impaciente, virou-se para mim e perguntou:

- Mãe, vai demorar muito?!

Ao que lhe respondi:

- Vai se acostumando...

Alguns instantes depois, Bárbara aparece na sala com seu melhor vestido, toda penteada e perfumada. Os olhinhos dos dois brilharam de alegria ao se encontrarem. Ele, destemido, se dirigiu a ela e entregou-lhe o presentinho e ela, nada tímida, o recebeu e deu-lhe um beijinho no rosto.

Missão cumprida, fomos para casa, afinal de contas eles ainda iriam se encontrar cedinho no dia seguinte na escola.

Não basta ser mãe, tem que pagar mico!!!

foto: desenho da internet (desconheço a autoria)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

ARQUIVO MORTO


Tem episódios na vida da gente que seria melhor que conseguíssemos apagar para sempre. Como não dá para fazer isso, o mínimo que podemos fazer é tê-los bem lá no fundo do arquivo morto de nossa memória e, caso esses momentos venham a ser desarquivados por alguma razão, que consigamos, ao menos, tirar lições e crescer com isso.

foto: coletada na internet


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O QUE ME MOVE?

Certa vez, em uma conversa, quiseram saber o que me movia. Na ocasião fiquei perturbada com o questionamento. Percebi que de imediato não conseguiria responder nem para mim mesma qual o sentimento, ou o que me movia, me impulsionava.

Fiquei matutando muitos dias e parecia que não conseguiria ter paz se não encontrasse uma resposta para esta questão.

Passou algum tempo e a vida me dispersou com inúmeras tarefas do dia a dia e acabei esquecendo, mas hoje, como um samba numa nota só, bati na mesma tecla e fiquei refletindo sobre o que me movia.

Pensei que poderia ser justiça. Não somente aquela de reconhecer os direitos de alguém a alguma coisa, atendendo cada um enquanto cidadão, aplicando prêmios ou castigos, segundo cada merecimento. Não! Mas a justiça como um todo, divina, em que se regula igualdade a todas as coisas e todos os seres, estado de graça atribuído a cada um o que lhe é justo e merecido.

Depois achei que poderia ser alegria, mas aquela de se alegrar com a conquista de outrem, altruísta e benevolente, festejando cada acontecimento feliz, regozijando com o próximo e desejando-lhe o melhor de todos os sentimentos, o de uma plena felicidade.

Mas isso implicaria em pensar na amizade, no sentimento de afeto que nos liga a um amigo esperando também reciprocidade, por que não? Uma relação íntima e amorosa sem necessariamente ter um compromisso social, que permite falar sem pudores ou constrangimentos sobre as qualidades e principalmente os defeitos no sentido de alertar a respeito de algo para benefício mútuo.

Isso passaria pela liberdade, onde as pessoas são livres e isentas de qualquer tipo de restrição ou coação física ou moral, permitindo que manifestem suas opiniões de maneira natural, respeitando e sendo respeitadas pelo que pensam e da forma com que agem, sem, contudo, agredir pela sua forma de ser.



Acabei chegando à conclusão de que para que haja justiça, alegria, amizade e liberdade faz-se necessário que haja amor. Sem amor nada funciona. Vejam só:

“Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como um barulho de um sino.

Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas se não tiver amor eu não seria nada.

Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.

Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro, nem egoísta, não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.

O amor é eterno.”

Amor... Esse amor é o amor ágape, que se doa incondicionalmente. Difícil de encontrar no ser humano. Somos falhos e escorregamos em cada palavra do texto acima transcrito de I Coríntios 13.1-8. Somente em Deus, através de Cristo, podemos encontrar esse tipo de amor, e no próprio Cristo que se deu por nós.

Portanto, o que me move é Cristo. Mesmo conhecendo seus mandamentos, cometo muitos erros, peco em várias áreas de minha vida, mas por Ele, Deus me ama e perdoa.

“Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim.”                       Gálatas 2.20


foto: Armandinho
        quadrinhos e tirinhas

sábado, 5 de outubro de 2013

TRADUÇÕES


Coloquei nas configurações do blog um ícone “translate”. Curiosa para saber como ficariam meus escritos em outras línguas, traduzi um poema para vietnamita e foi assim que eu li em voz alta:


Ieu
Bom chu nho ma dac biêt on
Duoc giao, duoc Cho
“Do La nhieu on lôi Cho
Nó co liên quan, lá vói cac liên quet!”


André me ouvindo tentar ler nessa língua estranha, me perguntou que eu estava falando. Disse-lhe que havia traduzido um poema para outra língua e estava tentando ler.

- “Ah...” – disse ele – “Traduziu em língua de bebezinho?”

Não é que parece mesmo?! 

foto: coletada na internet (desconheço a autoria)

CANTINHO

Arrumei um cantinho só para mim, que André vive invadindo. Ali, além de ficar conectada com a família e amigos, ler e escrever, coloquei todas as minhas coisinhas, livros, revistas, minha bíblia, tintas, madeiras, um sonzinho para ouvir as músicas que eu gosto, e acabei, também, “desenterrando” alguns de meus CD's.

Numa dessas visitas, André pegou um CD e me perguntou: "Mãe, essa banda, Palermas do Sucesso, é legal?!”

Isso que dá ler depressa demais...

foto: por Inês de Barros
        Cantinho
        outubro/2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

SUPERAÇÃO


Chorar... É do que preciso.
Não chorei o suficiente.
Abafei os sentimentos.

Destrocei a alma,
Interrompi o choro,
Calejei o coração.

Chorar faz parte.
Lava a alma,
Derrama a angústia em cada lágrima.

Depois do choro
Tudo se ilumina.
O dia parece mais claro.

As nuvens se vão
E a esperança de um novo recomeço
Acalenta os sentidos.

Bola prá frente.
Chorar é preciso.
Superar é fundamental!!


foto: coletada na internet (desconheço a autoria)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COMPRINHAS NA PADARIA

Todo mundo certamente já ouviu a expressão: “Segurei para não rir, mas não consegui!”

Outro dia levei a maior bronca do Ricardo. Fomos à padaria, eu Ricardo e André. Esta padaria está sempre abarrotada de gente no maior burburinho com muita gente falando, mas naquele dia estava especialmente silenciosa. Parecia que todo mundo foi para lá sozinho e ninguém conhecia ninguém.

Fomos até a fila do pão e em seguida para a fila do caixa.

Quando nos dirigíamos para lá, um senhor magrinho de cabeça branca entrou na minha frente e Ricardo não percebeu que eu e André havíamos ficado para trás. Ao chegar perto do grandão ele me disse: 

- Onde você estava?! Fui andando em direção ao caixa com a mão para trás e nada de você me dar a mão!! Me viro e dou de cara com um velhote olhando para a minha mão estendida. Quase que peguei na mão dele!!

Desmanchei-me de rir. Comecei a gargalhar imaginando Ricardo procurando minha mão e o velhote fugindo da mão dele com cara de bravo. Gargalhava tanto e quanto mais eu tentava parar de rir, mais eu ria. Só dava eu me esborrachando de tanto rir e ninguém entendendo nada do que estava acontecendo. André ficava me perguntando o que tinha acontecido, Ricardo se contagiou com minha risada e desembestou a rir e aí sim que eu não conseguia explicar para André o motivo de tanta risada. A padaria num silêncio sepulcral e os dois tontos rindo, até o André fez cara de “ué?” e começou a perguntar o que tínhamos bebido.

Imaginem se Ricardo tivesse conseguido pegar na mão do velhote!!! Teriam que chamar o SAMU para mim, pois teria um colapso de tanto rir!!!

foto: coletana da internet (desconheço autoria)