terça-feira, 22 de junho de 2021

        

        

        Desde que foi anunciada a vacinação de minha faixa etária, fiquei atenta ao site da prefeitura da cidade de Vinhedo para agendar a minha vacinação. Já estamos em outra faixa etária e não consegui agendar a minha.

        Por quê? Porque não tem vacina! São Paulo mandou inicialmente 1.610 doses da vacina para começar a imunizar a minha faixa etária e ontem encaminhou mais 680 doses, totalizando 2.290 doses que corresponde a 35% dessa população. 35%!!! Quem conseguiu agendar, conseguiu, quem não conseguiu, sei lá quando conseguirá, pois agora entram as demais faixas etárias, aí lascou-se.

        Se a meta de se vacinar toda a população do Estado de São Paulo antecipadamente em 33 dias como anunciado, o trabalho terá que ser incessante, 24 horas por dia, 7 dias por semana 30 dias por mês sem interrupções ou descansos até que toda a população seja vacinada. Contudo, ontem, o noticiário alertou que o município de São Paulo suspenderá a vacinação por um ou dois dias por não ter recebido vacina em seus postos de saúde. Será que as doses de vacina que enviaram para Vinhedo fizeram falta à São Paulo?!

       Eu, aqui, fico isolada do mundo na roça, aguardando minha vacina e de vez em quando me arriscando ao sair de casa quando necessário, nas idas e vindas das atividades laborais e de suprimento de minha despensa.

        Se eu alertar alguém a colocar sua máscara que insiste em não a usar perto de mim, mandam-me um “cala boca”, ou coisa pior! Afinal de contas, o direito de um termina ou não quando começa o do outro?! Pelo menos foi isso que aprendi de meus pais desde que me conheço por gente.

foto: print do site do Governo de São Paulo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

segunda-feira, 4 de maio de 2020

QUAL É O MOMENTO?



Em que se deixa de ser criança?
Em que a adolescente passa a ser adulta?
Em que a mulher vira mãe?
Em que a mãe fica obsoleta?

Qual é o momento?

Em que a mulher se vê amada?
Em que amada torna-se companheira?
Em que a companheira é ignorada?
E não passa de uma pessoa estranha?

Qual é o momento?

Em que se passa de uma fase para outra?
Em que não se percebe as mudanças?
Em que deixamos a vida escorregar pelos dedos?
Onde se escondeu a magia de todos os momentos?

Bocas caladas igual a coração vazio
Quando não se tem mais nada a dizer
Encerra-se um ciclo
Só nos cabe resgatar

A vida é efêmera para tanta bobagem
Os dias passam correndo e não se aproveita o agora
O agora é o hoje
Em um minuto passa a ser ontem

Não perca tempo!
Reveja os conceitos
Reavalie as atitudes
Reconquiste o que perdeu!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)




terça-feira, 7 de abril de 2020

ROLINHAS

Fica em casa nos faz perceber pequenos detalhes. É bom quando percebemos os detalhes que alegram o coração.

Todos os anos, rolinhas vêm fazer ninhos nas vigas de sustentação do telhado da churrasqueira. Estava acompanhando um ninho. Sempre via duas rolinhas "passeando pelo quintal e julgava serem os pais dos filhotes. Hoje acordei cedo decidida a fotografá-los, que vi ontem já grandes. Qual foi minha surpresa! Encontrei o ninho vazio. Cresceram e alçaram voo, seguindo seus cursos da natureza. Pensei: Noutra oportunidade, fotografo. E fui para os meus afazeres.

Lá pelas tantas, fui para o quintal e vi novamente duas rolinhas "passeando". Ôpa!! Tem mais ninho por aqui! Peguei uma escada e fui procurar. Não é que achei! Estava lá! Com dois ovinhos!!



Agora é aguardar o tempo necessário para que eclodam e os pequenos filhotinhos nasçam.

foto: Acervo particular

sexta-feira, 27 de março de 2020

AMOREIRA


Hoje, logo cedo, enquanto tomava café da manhã, fiquei contemplando minha Amoreira que está toda cheia de folhas verdinhas e carregada de amoras. Olhando bem para ela e percebi passarinhos saboreando seus frutos com imensa alegria. Como é bom ver esse espetáculo silencioso da natureza, essa interação de dois seres vivos criados pelo nosso bom e perfeito Deus.

No ano em que me mudei para Sorocaba, havia uma campanha de arborização na cidade. Num belo dia de sol, passeando pelo Parque Campolim, me deparei com uma distribuição de mudas de diversas árvores. Peguei logo duas, uma de Ypê amarelo e uma de Amoreira. Chegando em casa, as plantei uma em cada vaso e lá ficaram por pelo menos seis anos. Minha Amoreira cresceu, assim como o Ypê, e deu frutos bem docinhos que me deixavam muito feliz.

Ao me mudar para Vinhedo, as duas árvores foram plantadas no quintal da casa de minha irmã. O Ypê não resistiu ao singular e exótico paladar de Nico (o cão fiel e atrapalhado, mas mega amoroso de minha irmã), que "podava" constantemente as ainda pequenas árvores, mesmo ralhando com ele. A Amoreira quase teve o mesmo fim, mas conseguiu resistir às investidas de Nico e hoje é uma árvore que faz sombra para que ele e Bóris (meu querido e companheiro cão rabugento) permaneçam juntos nos dias mais quentes, lado a lado, deitados ao pé da linda Amoreira, desfrutando de momentos sonolentos e relaxantes.

Olhando minha Amoreira, não tive dúvidas. Peguei um pote e fui até ela e comecei a colher amoras. Enchi um, dois e, surpresa, tive que pegar um terceiro pote. Não imaginava que fosse colher tantas. Elas estão roxinhas e docinhas. Uma delícia. A quantidade não era muita para se fazer uma geleia, mas ainda ficaram algumas na árvore para amadurecer. Vou esperar mais uns dois ou três dias para ver se consigo colher mais e fazer um tiquinho de geleia.

Ah, ainda deixei amoras para os passarinhos comerem também, assim tenho a grata felicidade de ouvir seus cantos alegres enquanto se achegam para suas refeições.

foto: acervo particular

quinta-feira, 2 de maio de 2019

INVISÍVEL






Às vezes me sinto
Invisível
Invisí
Invi
In
.........

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

sábado, 5 de janeiro de 2019

É SÓ UMA QUESTÃO DE COR



Antes de falar de cor, vamos falar de mínimo. Sim, Salário Mínimo. Fazendo uma análise muito simplista, mas simplista mesmo, o Salário Mínimo tinha uma previsão para ser de R$ 1.006,00 para o ano de 2019, porém foi fixado em R$ 998,00. Choveu críticas ao novo presidente, claro. Os catedráticos de plantão não perderam tempo. Este texto não tem a pretensão de defender ninguém, mas de esclarecer, timidamente, alguns fatos que são importantes. O ajuste do Salário Mínimo segue uma regra, que inclusive foi assinada na época da então presidente Dilma Rousseff, que se leva em consideração o PIB de dois anos anteriores e a inflação do ano anterior (usando o índice INPC). O valor anunciado era apenas uma previsão de acordo com a expectativa da inflação. Como a inflação foi menor do que o esperado, o ajuste do Salário Mínimo ocorreu na mesma medida e esse orçamento foi aprovado no governo Michel Temer, apenas assinado pelo novo presidente. Nem foi comentado aqui sobre o quão prejudicial seria para nossa economia abalada, caso fosse aprovado apenas R$ 8,00 a mais.

Vamos às cores. Damares Alves, a nova Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, falou muito, mais que rosa e azul. Falou de preconceito, de respeito, de violência contra mulher, falou de abuso sexual, de pedofilia, falou também de irresponsabilidade midiática, de amor aos indígenas, de fortalecimento da família, de respeito à cultura dentro do caráter universal  dos Direitos Humanos, etc etc etc, mas o que foi veiculado foi a frase metafórica: "Menina veste rosa e menino veste azul". Aí é que temos que "desenhar".

Talvez não se saiba, mas a cor rosa só se estabeleceu como cor feminina na década de 1980, mas houve um caminho muito longo para isso.

Como as tinturas para os tecidos eram muito caras, durante muitos séculos, as crianças de qualquer gênero usavam roupas brancas até uns 6 anos de idade. Os tons pastéis (entre eles rosa e azul) só começaram a ser associados às crianças no século XX, um pouco antes da 1ª Guerra Mundial.

Fugindo um pouco das cores, abrindo-se um pequeno parêntese, para se falar em gênero, deve-se levar em consideração a ciência. Se pegarmos um exemplo de um fragmento de um osso encontrado há muitos séculos e fizermos um teste de DNA, poderemos constatar se aquele osso se trata de uma pessoa do sexo feminino ou masculino. Se a opção sexual dela é diferente, é irrelevante para a ciência, portanto, nascemos menino ou menina, isso é biológico, isso é irrefutável! A cor que irá usar será escolha de cada um, e não cabe ao Estado ou à escola o direcionamento, nem proporcionar ambiente para tal, pois, constitucionalmente, pertence aos pais cuidar e educar seus filhos, e o Brasil é signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos e no Art. 12 inciso 4, diz que pertence aos pais a educação moral segundo as suas convicções. Então, esse papo de Ideologia de Gênero nas escolas, é papo furado e desnecessário. Escola tem que ensinar matemática, português, história, geografia, sociologia, filosofia, e já tá de bom tamanho.

Voltando às cores. Na época, porém, não havia uma distinção de gênero estabelecida às cores. Ou seja, Havia quem defendesse que a cor rosa era para os meninos e a azul para as meninas. A justificativa para isso era porque acreditavam que o rosa seria uma cor mais forte e decidida, já o azul, mais delicado e amável. Tudo uma questão de opinião, portanto, pura subjetividade.

Esse assunto gerou algumas polêmicas que fez com que, em 1927, a revista Time realizasse uma pesquisa e concluiu que as opiniões não eram unânimes, onde as lojas recomendavam tanto rosa para meninos e azul para meninas, como vice e versa ou rosa para ambos, sem distinções.

Após a 2ª guerra Mundial, uma época em que as jovens operárias trabalhavam com roupas pretas ou azuis, a esposa do presidente Dwight Eisenhower (1953-1961) Mamie, foi à festa de posse de seu marido com um exuberante vestido rosa, não satisfeita, passou a usar essa cor em muitos outros compromissos oficiais. Foi uma postura bastante vanguardista em época de pré-revolução sexual, e as operárias gostaram do contraste.

Foi então que no final da década de 1960 ouve uma espécie de "ruptura" nessa questão de vestuário tipicamente feminino e masculino por conta dos movimentos sociais e pacifistas e as vestimentas se tornaram unissex com roupas de gênero neutro permanecendo populares até meados da década de 1980 onde o rosa se impôs definitivamente na paleta de cores de produtos femininos para aquelas que apreciam essa cor em seus armários.

Como veem, cor é subjetivo. No decorrer dos anos mudam-se os costumes de uso, o que não se muda para alguns, são os valores morais e na verdade é o que realmente importa. Lê-se valor moral, aquele que respeita o pensamento do outro, ainda que discordante do seu, aquele que luta pelo mesmo objetivo, ainda que não concorde com sua opinião política, que saiba que o seu limite termina quando começa o do outro e que saiba ouvir com atenção e responder com amor.

Hoje a humanidade está desumana e armada. A palavra tem muito mais força e poder de destruição que qualquer indústria bélica. Se não pensamos como as pessoas que nos rodeiam pensam, somos considerados seus inimigos sem chances de expormos nossas ideias. Isso vale para qualquer lado.

O mundo está ficando muito chato. Ninguém mais conversa, só discute e por bobagem. No fundo no fundo, tudo acaba sendo apenas uma "questão de cor" e nada de profundidade.

foto: coletada da internet, desconheço autoria