quinta-feira, 2 de abril de 2015

IMAGENS DE MINHA INFÂNCIA


Eu vejo amarelo com rosa
Pastilhas e pedra mineira
Tocos de madeira e Plasticor
Bicicletas e skate
Corredores tortuosos
Crianças bebendo água de torneira
Esconde-esconde e pega-pega
Queimada e futebol
Leituras de histórias em quadrinhos
Jovens sentados no portão
Avenida silenciosa
Amigos por todos os lados
Bancos azul e branco
Festa junina no playground
Sala de ping-pong
Porteiros implicantes
Viveiros de pássaros
Jardins exuberantes
Aquário de carpas
Piscina infantil
Rampas suicidas
Muitas formas geométricas
Muitas cores enfeitando
Um universo num pequeno espaço
Morei num edifício de Artacho Jurado
Quem viveu ou ainda vive num desses
Sabe muito bem do que estou falando!!

Saudades, Parque das Hortênsias!!

foto: imagem de Paulo Caruso

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O COMBINADO NÃO SAI CARO!

Há não muito tempo, André acordava cedinho com uma disposição invejável. Levantava-se e logo ia me chamar para brincar, passear, ou seja, fazer todas as coisas que ele gostava de fazer e as horas do dia eram poucas para a agenda já elaborada por ele, então não se podia perder nenhum minuto sequer: “Acorda, mãe, senão não vai dar tempo!!”

O tempo passou e com ele os hábitos de André foram se modificando. Ficou um preguiçoso. Dorme até tarde (coisa muito comum nos adolescentes). Agora quem fica chamando para fazer caminhada logo cedinho sou eu. E quem diz que ele se levanta?! Portanto, vou ao meu exercício matinal única e exclusivamente acompanhada do meu cão fiel: Bóris!

Hoje queria fazer uma compra no hortifrúti que fica 30 minutos a pé de casa. Então, avisei ontem mesmo que sairíamos cedinho. Ele reclamou um pouco, mas acordou e, sem eu ter que chamá-lo, levantou-se e fomos às compras. Fiquei com pena de voltar a pé com sacolas pesadas, então chamei um táxi, mas com a promessa de que ele iria comigo à um centrinho de comércio que tem aqui pertinho para comprar linha, agulha, revista e ração para o cão. Como não levamos o Bóris logo cedo, André quis levá-lo e eu disse que não daria e no caminho expliquei porquê. Quase chegando na esquina justifiquei:

- Não dá para levar o Bóris porque vamos demorar no armarinho.

André, com um olhar fulminante, de quem não estava querendo sair de novo a pé, virou para mim apontando o dedo indicador para o meu nariz, disse:

- Isso não estava no contrato!!

Reclamou até me aporrinhar, mas acabei comprando uma revista para compensar o tempo que ele teve que esperar até eu escolher as cores de linhas que precisava. E tive que ouvi-lo ler a revista no caminho de volta. Justo... muito justo!!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CREPÚSCULO




E o dia de hoje se foi
Não volta nunca mais...
Continuemos em frente sempre
Sem olhar para trás
O que passou no passado fica
Muita coisa boa está para acontecer
É para frente que se anda
Sem esvanecer...

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

domingo, 25 de janeiro de 2015

SÃO PAULO



São Paulo que amanhece trabalhando
São Paulo não pode parar
Túmulo do samba
Terra da garoa
Muita coisa acontece na Ipiranga com a São João
Tantas frases sobre minha amada cidade
A tumultuada e complicada São Paulo
Esteve, está e sempre estará
Cravada indelével em meu coração
PARABÉNS SÃO PAULO!!

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

sábado, 17 de janeiro de 2015

O QUE É FELICIDADE MESMO?!

Engana-se quem crê que tudo o que traz felicidade ao coração é certo. Na maioria das vezes a felicidade está na consciência tranquila, ou seja, não é o que nos satisfaz, mas o que nos deixa de cabeça erguida na certeza de que não prejudicamos e nem magoamos ninguém.


Perde-se muito tempo com o inatingível e esquece-se que bem pertinho está a felicidade que tanto se quer, mas é incapaz de perceber. Sinceridade, fidelidade e amor ao próximo são ingredientes fundamentais para bem viver nossos relacionamentos.

foto: coletada da internet (desconheço autoria)

sábado, 10 de janeiro de 2015

MARIA FUMAÇA

Foto por Beatriz de Barros


Há muito tempo que não fazia uma coisa diferente. Comecei o ano de 2015 a todo vapor com um novo passeio para onde eu nunca tinha ido de uma forma que eu nunca tinha feito. Viajar de Maria Fumaça!

Neste passeio contei com a companhia de minha irmã mais velha e filho mais novo e pudemos desfrutar de um meio de locomoção que nos rebateu aos antigos tempos em que para chegar ao interior do Estado de São Paulo, contava com esse meio de transporte. O apito da locomotiva a vapor e o tátá tátá das rodas nos trilhos dão-nos uma sensação gostosa de participar da história, sem falar do cheiro de lenha queimando e paisagens com fazendas e animais pastando, modificadas pelo progresso e desenvolvimento da região, pois encontramos edificações mais modernas como os prédios de apartamentos, condomínios fechados de casas, muito comum na região e estradas asfaltadas ao longo da linha do trem. Usando os três sentidos (visão, audição e olfato) Partimos da Estação Anhumas (Campinas SP) com destino à Estação Jaguariúna na cidade de mesmo nome no Estado de SP.

Interessante como a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF cuida deste patrimônio com zelo. Fundada em 04 de setembro de 1977 pelo francês apaixonado por locomotivas a vapor e ferrovias, Patrick Henri Ferdinand Dollinger que, já naquela época, preocupado com o abandono da história, resolveu criar uma entidade de preservação nos mesmos moldes existentes na Europa e Estados Unidos. 

A primeira grande ação da ABPF foi instituir uma campanha nacional para impedir o sucateamento das locomotivas a vapor que conseguiu sensibilizar a administração da Rede Ferroviária Federal SA da época, como também obteve seu apoio. De uma só vez, a RFFSA cedeu a ABPF treze locomotivas a vapor desativadas. Bem, a ABPF precisava conseguir um ramal desativado para acomodar todo esse equipamento e dentre alguns trechos desativados no Estado de São Paulo, Patrick Dollinger optou pela antiga linha tronco da Cia Mogiana, entre Anhumas (Campinas) e Jaguariúna que somente em 1979 a FEPASA – Ferrovias Paulistas S.A. atendeu ao apelo da ABPF e cedeu, em comodato, este trecho de 24km.

Começou-se, então a empreitada de recuperação de locomotivas a vapor, carros de passageiros, vagões, estações, via permanente e sete anos depois, em setembro de 1984, era criado o Museu Ferroviário, com 24 km de extensão chamado de Viação Férrea Campinas-Jaguariúna – VFCJ.

Infelizmente, Patrick Dollinger não viu o seu sonho ser realizado por completo. No dia 17 de julho de 1986, faleceu nos Estados Unidos, vítima de um acidente automobilístico.

Com sede localizada na cidade de Campinas, a ABPF é composta de uma Diretoria Nacional e Divisões Regionais e Núcleos, espalhados pelo país, reunindo interessados na preservação da história da ferrovia brasileira, mas não conta com a ajuda governamental. Todo dinheiro arrecadado com as tarifas, lembrancinhas e alimentos que são vendidos nas estações e dentro dos trens são revertidos para manutenção e restauração do patrimônio ferroviário. Só para se ter uma ideia, o custo de reforma de uma locomotiva gira em torno de R$ 1.500 milhão e de um carro de passageiro não fica menos de R$ 500.000,00. Para isso a ABPF conta basicamente com voluntários para levar a história aos visitantes com passeios monitorados pelas ferromoças e ferromoços, bem como com alguns parceiros e qualquer pessoa pode colaborar financeiramente com este projeto, basta acessar o site www.mariafumacacampinas.com.br e se informar como fazer.

Fiquei maravilhada com a história deste empreendimento que o calor insuportável não atrapalhou em nenhum momento nosso passeio e nos divertimos muito com as apresentações musicais e histórias contadas pelo ferromoço que, a medida em que o trem avançava em seu destino, aparecia no carro para dar uma explicação para aquele trecho da viagem.

É um passeio para toda família que vale a pena fazer e eu recomendo, afinal por causa de um sonho de um estrangeiro, felizmente e por incrível que possa parecer, podemos conhecer mais um pouquinho a respeito da história de nosso país.


Foto por Inês de Barros
fotos: acervo pessoal





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O QUE PASSOU NÃO VOLTA MAIS...


Bom passar momentos com pessoas queridas e com as quais nos sentimos acolhidos. O ano de 2014 foi extremamente complicado. Comecei muito doente e terminei decepcionada.

Este final de ano passei com meus familiares e fazia muito tempo que isso não acontecia. Senti-me em casa, faltando somente a presença de nossos queridos pais e avós (já falecidos), sem falar do meu filho mais velho que estava viajando. Resignei-me e vivi o meu agora com a parte da família que estava presente.

A princípio fiquei muito triste pensando no que poderia ter sido. Um sentimento de frustração invadiu meu coração, pois algumas coisas do passado não estavam presentes. Mas o que passou, passou. Foram momentos bons e talvez momentos que poderiam ter sido vividos e que por algum motivo não aconteceram. Se as intercorrências não permitiram que acontecessem é porque não era para acontecer, e virou passado. Então para quê trazer o passado para o presente? O passado é uma mala muito pesada que carregamos e o esforço de mantê-la ao nosso lado é tamanho, que deixamos de viver o presente. Aí, este presente vira passado e lá no futuro aparecerá um sentimento irresistível de resgatar, mas o tempo passa e acabamos vivendo de lapsos sem conexão com o que está acontecendo agora. Então, passado é para se enterrar e ficar somente com a doce lembrança.

Não deixe que o passado assombre, vá em frente. Querer, por exemplo, reviver um grande amor da juventude, que ficou mal resolvido, é ilusão. Depois de anos as pessoas mudam, amadurecem, o que foi, não é mais. E se não foi, outras coisas muito boas aconteceram e pode-se perder por pura vaidade e teimosia. Reconheça e assuma seu erro, peça perdão. Antes que seu presente vire passado, VIVA-O!!