sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UM CANO ESTOURADO E MUITAS RECORDAÇÕES

Na última semana de julho de 2013, antes do retorno das férias escolares, fui ao socorro de minha irmã mais velha, Beatriz, que sofreu com um rompimento de um cano num quarto de despejo, onde ela guardava várias coisas, inclusive recordações como desenhos, livros e muitas fotos.



Chegando lá pude perceber a catástrofe com vários pertences (quadros, papéis e documentos) espalhados pelo quintal na tentativa de recuperar a maior parte possível da “enchente”. O trabalho foi árduo, mas valeu à pena cada esforço, pois conseguimos, além de organizar tudo, salvar muitas fotos da ação ingrata da água.




Creio que a demora do trabalho se deu pelo fato de que, a cada papel, a cada carta e principalmente a cada foto, nos lembrávamos das ocasiões onde e porque foram tiradas.




Encontrei fotos dos meus pais mocinhos dançando, minha avó em traje de melindrosa num carnaval, eu com minhas irmãs ainda crianças dando pão para os patos no Lago da Praça mais importante de Águas de Lyndóia em frente ao Hotel Tamoyo, montando cavalo, andando de charrete, nos divertindo em piscinas e brincando na areia da praia. Meu pai não perdia oportunidade de nos clicar. Foi o máximo rever todas aquelas fotos e viajar no tempo revivendo cada momento de tempos muito bons que não voltam mais (sem saudosismo, mas com muita saudade).


Temos dois primos em segundo grau que desde crianças brincávamos. Quando nos encontrávamos era muito bom e numa determinada época, mantínhamos muito contato e saíamos quase todos os finais de semana. Íamos ao Playcenter, ao cinema, ao teatro, dançar ou apenas ficávamos em casa conversando até altas horas rindo muito. Chegamos a participar, por acaso, de gravações de novelas  como Aritana na TV Bandeirantes, numa casa noturna, onde tivemos alguns momentos de celebridade, aí avisamos a família toda e os amigos para que não perdessem o capítulo que passaria em um determinado dia para nos verem.


Encontrei uma foto, que julgava estar perdida. Quem se lembra do Bierhalle - O Pavilhão da Cerveja na Av. Lavandisca em Moema em São Paulo/SP?! O ano era o de 1970 e alguma coisa, quase 1980 em que fomos a um baile de carnaval e, festeiros como éramos, "rasgamos a fantasia", eu vestia um sarongue amarelo e Beatriz vermelho. Naquele dia, tivemos um dos poucos registros desses nossos passeios.

Agradeço muito aos avanços tecnológicos, pois se esse acidente na casa de minha irmã tivesse acontecido há alguns anos, iríamos brigar para ver com quem ficariam as fotos ou esperar alguns dias e a boa vontade de uma de nós duas para mandar em um fotógrafo para fazer cópia, pois não temos os negativos. Bendito scaner!! O difícil foi convencer minha irmã que devolveria as fotos após escaneá-las!!

fotos: arquivo pessoal

4 comentários:

  1. Que delicia de texto. Posso imaginar como vc e a Bia ficaram ao encontrar as fotos.
    Também viajei nesse seu texto, como é bom recordar.....
    Parabéns amiga querida!!

    Beijos da Miroca

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    1. Foi bom, viu Miroca?!
      Uma mistura de alegria e saudade onde a cada foto, documento, cartas com as letras de meus pais, uma lágrima teimosa rolava pelo rosto, de felicidade e muita saudade!!

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  2. Ah Ines que delicia poder recordar estes momentos tão especiais,nos faz virar crianças
    não é mesmo.Belas Lembranças!

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    1. É sim! Muito bom e emocionante reviver tudo isso!

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