quinta-feira, 16 de maio de 2013

NOITE ITALIANA



Ontem fiquei emocionada, meu bebê definitivamente está crescendo. Mas ainda não o perdi.

A cada dia que passa, André se torna mais sério e compenetrado sem, contudo, perder o bom humor, o riso largo e a perspicácia que lhe é inata. Sério, mas lapidado pelas experiências vividas nos seu vasto 10 anos de vida.

Outro dia ele aprontou uma peraltice e ficou de castigo. Permaneceu sem TV e sem passeio até que terminasse de cumprir uma determinada tarefa que lhe dei que foi escrever em algumas folhas de caderno uma frase que o fazia lembrar para sempre que não deveria cometer o mesmo erro.

E ele enrolou para fazer isso, mas cumpriu não assistindo TV, pelo menos não os desenhos animados que costuma ver. Só que de vez em quando dava uma escapulida para a sala e ficava vendo os programas que gostamos como noticiários, shows no canal BIS, documentários no Discovery Chanel e History Chanel e alguns filmes compatíveis com sua idade. Muitas vezes fazemos vistas grossas, afinal de contas são programas saudáveis e no mínimo está aprendendo alguma coisa.

Percebi que durante este tempo ele amadureceu. Não escreveu o que deveria, mas percebi certa mudança em seu comportamento que tem se apresentado mais calmo. Desenvolveu mais seu senso crítico, tem ouvido mais música e lido livros, coisa que ama fazer.

Mas do que André gosta mesmo é de cozinhar, em nada puxou à mãe, que, muito embora cozinhe bem (modéstia à parte), não gosto muito de realizar esta tarefa. Ele vive lendo livros de receita e fazendo bolos. Incrível como tem prazer em mexer nas panelas, até me pediu para colocá-lo em um curso de gastronomia para crianças que tem aqui na cidade.

Voltando à minha emoção relatada no início, ontem André me fez uma pequena surpresa. Enquanto estava aqui escrevendo meus textos (quando faço isso parece que me desligo do mundo), André preparou-me uma noite italiana. Vestiu sua roupa social de mafioso (calça e camisa social pretas) e disse para eu tomar meu banho e colocar um vestido. Quando cheguei à mesa para jantarmos, esta estava posta com uma deliciosa macarronada com molho de linguiça acompanhada de uma garrafa de vinho. Na decoração da mesa havia velas.

Saboreamos a deliciosa macarronada com gostinho de quero mais. Olhei para aquela criança que está quase do meu tamanho com o sentimento de saudade do meu bebê, mas com o orgulho de tê-lo ajudado a se desenvolver de maneira digna.

Sei que muitas surpresas ainda virão e pelo andar da carruagem, espero que sejam gratas surpresas.

Feliz da mulher que se casar com ele!!

6 comentários:

  1. Esse é o meu sobrinho...rsrsrsrsr! Pois é Inês, eu diria que o sangue que corre nas veias do André, além de vindos "além mar" do português Monteiro (Dª Maria - avó do André, mão cheia na cozinha...) e Jacintho (nossa vovó e bisa do André - Aurora)que cozinhava muuuuito bem, tem também sangue de Camargo (apesar de não ter no seu nome...)que é voltado para a culinária e música a exemplo dos nossos antepassados: Bisavô(Vovô Laurindo que gostava de uma festa com músicas), avós (Cacilda), tios-avós (Tio Único, tia Aracy, Tia Diana, Tia Dina...), primas (Diva,Elba, Teté...), mamãe... E como dizem que "os que sai aos seus não degenera", não poderia ser diferente esse feito do André. Inês, você disse no texto:"muito embora cozinhe bem (modéstia à parte), não gosta muito de realizar esta tarefa", não é de se admirar que ele goste de cozinhar e de música, uma vez que você canta e toca violão muito bem... Também fiquei muito emocionada ao ler sobre "os dons" manifestados que o "pequeno" André apresentou... Como você já sabe, eu também não fugi às regras da família no quesito cozinhar, e pegando carona na sua observação, modéstia à parte, também cozinho muito bem (rsrsrsr), mas com uma pequena diferença sua, eu AMOOOOOO cozinhar!!!!! Deste modo, fico feliz pois a partir de agora já sei para quem deixar o "meu legado na cozinha"... Para o André, meu sobrinho querido que tanto amo! Então André, vamos combinar uma temporada na casa da tia Cris para trocarmos receitas e cantar???? Sim, também gosto de cantar... Essa família hein!?!?!? kakakakakaka

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    1. Obrigada, Cristina, pelas palavras doces e gentis!
      Por mim, André aprende música, cantando, tocando piano e qualquer outro instrumento que desejar aprender, sem falar que tem tentado escrever algumas linhas também! Bjs

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  2. Amiga, não conheço o André pessoalmente, mas sou fâ dele não só pelas coisas que vc me conta, como tb pelas coisas que a Carol me contou qdo esteve ai. Ela é ourta fã do André.
    Li esse seu texto e fiquei emocionada de verdade, esse menino-rapaz é o filho que toda mãe queria ter e o genro que toda sogra quer ter.
    Parabéns pela educação e exemplo que vc passa pra ele.
    Beijossssssss

    Miroca

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    1. Obrigada, Miroca!! André é mesmo mito especial! Não há quem não se encante com ele. Beijão

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  3. Amiga ... que saudade!! Me emocionei com o texto, principalmente porque a minha lembrança é do André com 4, 5 anos. O tempo passa!! Adorei o blog e estarei por aqui te acompanhando de perto e de longe rsrs... PARABÉNS!! bj Fabi

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  4. Que tê-la aqui também, Fabi, além de bem pertinho do coração!!
    Amo você!!
    Bjs

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